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Julia, 14 anos, Canceriana, estudiosa e muito alegre :D...bem eu não sou a garota perfeita, mas afinal quem liga para a perfeição. Amo incondicionalmente minha família e meus amigos, sem eles não saberia lidar comigo mesma. Amo demais as pessoas e adoro faze-las rir, mesmo que seja por bobeira. O meu mundo é bem colorido e eu agradeço a Deus por tudo que faz por mim *--* <3
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"Amar tem lá suas contradições. Você se exalta por amar e assim expor por ai o quão forte é lutar pelo que ainda não tem. Sabe que nem sempre as coisas darão certo e se orgulha disso. Dá aquele sorriso de canto de boca disfarçadamente, lembrando-se de tudo que já fez por amor, das loucuras, das noites mal dormida, das preocupações, dos dilemas. Ah! Mas se orgulha […]. No entanto, há de haver a parte onde a ultima coisa a se sobressair é a satisfação. E essa é a parte onde passamos as mãos sob a cabeça e então entendemos que não há razão em amar e lutar por aquilo que nunca teremos. Você continua amando, porque amor é verdadeiro, mas não venera, nem deseja. Você ama de longe. Porque estar muito perto significa amar demais, e quando não se é recíproco, amar demais é irracional."
"Chega a ser deprimente a maneira como consigo me prender a certas coisas. Toda aquela insuficiência é jogada em cima da mesa como cartas prestes a ser descartadas, e eu ? Ah! Estou aqui, olhando cada carta, não as posso jogar fora, mas também não as posso guardar. Agora me entende ? Compreende que é aquele tipo de dor que nada se pode fazer? Você somente sente na esperança de que um dia acabe. Aquilo que te faz sofrer é exatamente o mesmo que te faz criar expectativas para que isso passe, acabe, extermine. Entende-me agora ? Creio que não, começo falando de insuficiência e termino com suficiência. Mas é sempre assim quando tento entender o porque de tanta insuficiência, acabo caindo em você. E você ? Você me completa. Ta ai o porque de ser tudo e nada ao mesmo tempo."
des-ajustado:
Sentimento não se agradece, se retribui. Não gosto de quem ama por obrigação ou só porque é amado. Isso se conquista. Gosto de quem se faz gostável, sem promessas, aliás, elas são louváveis, porém, bombas que podem explodir caso o gatilho “descumprir” seja acionado. Não interessa se foi numa daquelas noites onde bebeu dois litros de vodka, fumou até esquecer um de seus pulmões no chão, não interessa se prometeu porque era um sentimento de imediato ou porque recebeu promessas. As pessoas prometem porque amam, o que se faz com aquelas juras que são feitas sem amor? Óbvio que pra quem fez, nada se muda, mas coração jurado é fogo, ele arde e não se encontra a chama para apagar. Promessas são “tretas” como se diz ai, são ilusões que não permitem desilusões. Você se prende pra sempre. Estraga seu iPod inteiro, todas as músicas que conhecia. Estraga seu coração, tudo que jurava sentir, mas que agora, já vê que nada mais se esconde ali. Olha só onde promessas nos levam, olha só onde sentimento mal intencionado nos dirige. Mentira e desinteresse, dupla explosiva para um coração fraco como o nosso. Desajustado
"Parece que eu já vi esse filme. Você vai chegar, criar um apelido para mim, então não deixarei ninguém me chamar como você me chama, vai me mandar recados me insultando, mas no fim da mensagem estará um “sinto sua falta”. Vai se importar - ou fingir pelo menos - Vai me fazer apegar a você, desabafará comigo, eu te ajudarei, serei tua base, esquecerei de mim, da minha vida, do meu eu, dos meus problemas. Guardarei minha dor no bolso para poder cuidar da sua. Vamos jurar amizade pra sempre, diremos que estamos no mesmo barco. Seremos felizes porque estamos juntos, eu passando por problemas, você também. Entretanto, o seu problema acaba. Seu amor não correspondido é agora correspondido. Então não terei mais espaço na tua vida. Irá falar comigo por obrigação, já que me prometeu fidelidade e irá se sentir mal caso quebre isso. Perderei meu ombro amigo, não ouvirei tuas histórias, teus dramas, não irei rir de suas palhaçadas, nem do modo como tem medo de tudo. Aquilo que eu representava pra você, será ocupado por outro. Você não vai precisar mais de mim. Vou ficar lembrando do apelido que me deu, das promessas, da amizade eterna, das risadas, dos medos, dos sonhos, das brigas, das discussões. Lembrarei de tudo porque era parte de mim. Não irá lembrar de nada, porque já não sou mais parte de ti."
"Desculpa. Eu devo desculpas porque é uma sensação de desapego bem maior do que consigo suportar. Não consigo conversar com as pessoas, não mais. Sinto que não faz diferença pra elas. Sinto que minha presença tanto faz, e como já sei, tentar impor seu nome no livro onde já não tem mais linhas, é irracional. Eu estou aqui, sempre estive. Mas não quero arriscar dizer por ai “eu te amo” verdadeiros e correr o risco de receber este por educação. Me vejo aqui, com medo de falar algo, algo que me prenda, mas que logo vai embora. Esse é meu medo. Tantos se foram, tantos me deixaram, e dói pensar que depois de tanta cicatrizes, ainda há espaço para mais alguma em meu corpo. Não quero mais me decepcionar, não quero ver partidas. Porque dói e até hoje, levo várias dores inacabadas comigo. Trago vírgulas que machucam, exclamações que magoam e pontos que matam. Não digo nada, mas estou aqui, embora minha vontade é sumir, ainda consigo manter em mim aquela vontade de saber como está aqueles que já se foram. Talvez isso seja apego, ou quem sabe, seu antônimo. E não, nunca consegui praticar esse tão bem como os outros. Há aquele desapego que dizemos, sorrimos e parecemos estar bem, por outro lado, se dissolve o que sentimos, esse, cuja finalidade e não deixar esquecer aquilo que nosso coração insiste em lembrar."
"Cá estou eu, em plena madrugada tentando de alguma forma te substituir. Cá estou eu, em plena madrugada tentando matar aquela parte que ainda resta em mim, cuja finalidade é precisar de você. Cá não estou eu em nenhuma madrugada, em nenhuma noite e muito menos em nenhum dia, pois quando fui matar a porcentagem de mim que te necessitava, vi que o único jeito era matar os cem por cento , ou seja, me matar por completo."
"Tão frágil. Tão bobo. Um dia, quando o sol já reluzia teus raios pela manha, entoaram-se então as promessas que logo seriam quebradas, as palavras que logo seriam contraditas, os afazeres que logo acabariam e os carinhos que logo sumiriam. Mas claro, da fragilidade a bobeira, há muita falta de experiência para poder entender que nem sempre vale à pena acreditar nas pessoas. Elas fazem o que as convêm, se você for lucro pra elas hoje, um ombro amigo, um ouvinte, permanecera na vida delas, caso elas achem alguém melhor, será descartado de sua lida. E é assim que funciona. O teu lugar será ocupado por outros, porque certamente, sua presença não era tão almejada quando pensava. O que lhe diziam, será dito a outros, porque não era tão único quanto imaginava. Teu coração será quebrado, tua confiança traída, teu abraço negado, teu ombro destruído. Então, ser frio será a única maneira de não acreditar em ninguém, de não se comover com palavras que fazem de tudo para te usar. Uma hora cansa, e essa hora chegou. Não ser vulnerável não é uma opção, a partir do momento em que seu coração é apenas um brinde nas mãos das pessoas, frieza é a sua única escolha. Agora, tão frio, tão egoísta."
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Essa carta foi deixada em cima da mesa com a intenção de que ele (a) lesse. Era 20 de maio de 1985. Outono. Era só mais um papel que sobre a mesa rangia as músicas que a sociedade recusava em ouvir.
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As folhas estavam caindo, elas forravam o chão o qual aquecia nós dois, enquanto meus olhos fitavam os seus, meu braço passava sobre seu pescoço e tinha suas mãos bagunçando meus cabelos. A água do lago provavelmente estaria quente, mas prefiro ficar aqui fora, já que a temperatura do meu corpo estaria mais alta por sua culpa, aliás, quando o coração trabalha em triplo para sustentar o sangue que corre em minhas veias, nasce então a sensação de apego, quente apego. As árvores, quase sem folhas, não conseguiam tampar o sol, que nos refletia a ponto de ali ficar por horas. Era rotina, cotidiano. Todos os dias, como se o lago congelasse, o vento se transformasse naquela brisa fria, os raios de sol em neve, mas mesmo assim, a temperatura ainda estaria alta. Porque só me sinto assim, ao teu lado. Mas tenho raiva, porque estamos na época em que os dias correm em sentido crescente, logo, o outono passou, chegou o inverno. E você não fez como eu. Não conseguiu guardar isso em seu coração. Foi pra lá viver o frio, a lareira, a neve, o café, com alguém o qual pudesse narrar logo em seguida, a alta temperatura do ambiente em crise com o calor que enraizava sob o peito. Me deixou. Eu tinha raiva das horas perdidas ao seu lado, digo perdidas porque se falo que foi especial pra mim, poderei então ficar naquele ciclo de nostalgia. Meu corpo se aquecia, mas não era você o motivo disso, era a raiva, eu seria capaz de te dar um tiro, mas ao mesmo tempo me jogar na frente da bala por você. Porque sei que o outono acabou, mas logo estaria ali de novo […] sem ti, claro. Eu me pergunto o porquê de tanta insuficiência, me questionei “como pode ser tão linda (o)? meu Deus, vai ser linda (o) assim na puta que pariu” – E você foi, naquela frieza de inverno. Eu era teu calor, teu sol, tua brisa fria com contraste quente, as folhas secas, as manhas calorosas, as noites frias. Eu era teu outono. Mas ele passou e logo chegou o inverno. E o teu inverno não sou eu. Desajustado
"Não quero ser só mais um adorno. Desisti de ser aquela pulseira de prata que você usa somente com o sinto para poder combinar. Cansei de ser aquele sapato usado somente uma vez pelo fato de ter outros melhores. Não quero ser aquele acessório usado somente em certas ocasiões e logo colocado na caixa de novo. Preciso me valorizar. Por mais que tento agradar e dar o meu melhor, sempre há de chegar a hora em que não combinarei com a ocasião, e diante disso, creio eu, que quando se gosta de algo de verdade, não o tiramos, o matemos conosco para assim ficarmos felizes. Embora uma hora possa enferrujar, quebrar ou arrebentar. Não ficarei de lado, serei consertado, porque é isso que fazemos quando nos importamos com alguém, consertamos toda a situação por tal carinho à pessoa. Hoje eu pude ver que nem sempre recebemos a consideração que esperamos. Amamos demais, nos importamos demais, até vermos que somos tudo de menos para alguém. Quero ser o ouro que fica no teu tornozelo, o anel que fica no seu dedo, a corrente do seu pescoço, o brinco da sua orelha. Quero ser o abraço que mais almeja, o aperto que mais deseja, o carinho que mais quer, o sorriso que mais precisa. Porque jóias que se prezam, são realmente, mais valorizadas. Em termos, ser adorno é ser sinônimo de reciclagem, você usa e depois joga fora. Não quero ser só mais um enfeite. Porque quando se dá o seu melhor, ser usado somente as vezes é desconsiderar o que mais te considera. E nunca, nunca mesmo, nunca troque alguém que faria tudo por você. Eu posso ser o seu simples adorno, mas mal sabe você que és minha coroa."
Jamais retire meus créditos.
About Me
a little bit about myself
Meu nome é Julia, tenho 14 anos e sou apaixonada por filmes, series e livros. Moro no interior de São Paulo, acho que a cidade não importa. Sou alegre e muito extrovertida, meus amigos e minha família são tudo para mim, estou no 1º ano do ensino médio. Já sofri por amor, ou melhor, se fosse amor não me faria sofrer então eu já sofri por paixão. Não sio por ai me doando e me dando para qualquer um, eu tenho o respeito e a consciência de que a pessoa que estará em meu destino irá me valorizar e me amar do jeito que sou. Espero que gostem daqui e fiquem a vontade. Um Beijo.
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